O “Centre pompidou” consagra uma grande retrospectiva do trabalho de Louise Bourgeois. 900M2 Para descobrir essa artista contemporânea, torturada, singular e influente.
O que teria se tornado Louise Bourgeois, se, quando ela fosse criança, ela não tivesse encontrado seu pai dando em cima de sua enfermeira? A questão merece ser feita já que a obra dessa artista de 96 anos é inspirada nos seus traumas de infância.
Essa catarse artística, Louise Bourgeois não renegou, pelo contrário. “Precisamos abandonar o passado todos os dias ou aceitá-lo. E se isso não acontecer, devemos esculpi-lo.”, ela diz.
A retrospectiva que la consagra no “Centre Pompidou” permite aos amadores de arte contemporânea descobrir seu trabalho. Primeiro o visitante é apresentado a sua família, as estátuas ao ar de totens africanos, antes de penetrar no coração dos seus sofrimentos. Todas suas criações foram inspiradas na temática do corpo, do casal, do sexo e a maternidade.
O ódio do pai se cristaliza nas espantosas esculturas cuja artista o destrói sem esquecer. Já suas homenagens a sua mãe, vinda de uma família de tecelões, são simbolizadas por uma aranha.
Cedendo aos seus impulsos criativos, Louise Bourgeois se exprime através de todos os suportes: madeira, gesso, látex, mármore ou bronze e também tecido. Essa multiplicidade de materiais traz uma verdadeira riqueza ao seu trabalho.
Em paralelo a exposição, as edições “Actes Sud “ Louise Bourgeois. L`aveugle guidant l’aveugle (O cego guia o cego), de Mâkhi Xenakis e “Arte Video” propõe um documentário de 52 minutos realizado por Camille Guichard.Louise Bourgeois, até 2 de junho, no Centre Pompidou, Georges-Pompidou.Directsoir
0 respostas Até agora ↓
Ainda não há comentários... chute o balde preenchendo o formulário abaixo.