A Persistência da Memória

TIC-TAC

Abril 28, 2008 · Deixe um comentário

Ela acordava com o som que vinha da cozinha “um velho calção de banho, um dia pra vadiar”, era a voz de Vinícius de Morais, com palavras incompreensíveis que chegavam no seu quarto, junto com o murmurinho de sua mãe que tentava acompanhar o ritmo. O dia seria longo

Ao mesmo tempo, eu bebia em um bar acompanhada de um homem que também me dizia palavras incompreensíveis, fazendo eu me sentir mais solitária que normalmente. A noite seria longa.

Café sem açúcar. Vodka sem gelo. Era o que descia, matando as palavras não pronunciadas das nossas gargantas.

TIC-TAC ali TIC-TAC aqui. O tempo passou. Rápido e lento. Lento e rápido.

Um dia, Naoko andava pelas ruas de Hiroshima e sentiu que precisava sair dali. Enquanto eu acordei no meio de um sonho, e percebi que tinha algo errado com a minha vida.

Então , foi assim que , Naoko e Ingrid se encontram, bem ali, onde o globo terrestre é dividido entre ocidente e oriente. Greenwich.  Agora estávamos cheias de planos para o futuro, mas foi um encontro rápido e intenso,já que o TIC-TAC não parou  e fez o mundo mover-se para longe dos nossos próprios pés.

Finlândia e França. Dias de noite,noites de luz. E o TIC-TAC,que nao descansa nunca.

Categorias: Encontros · Hiroshima · Pessoais
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