Arquivo do mês: abril 2008

TIC-TAC

Ela acordava com o som que vinha da cozinha “um velho calção de banho, um dia pra vadiar”, era a voz de Vinícius de Morais, com palavras incompreensíveis que chegavam no seu quarto, junto com o murmurinho de sua mãe que tentava acompanhar o ritmo. O dia seria longo

Ao mesmo tempo, eu bebia em um bar acompanhada de um homem que também me dizia palavras incompreensíveis, fazendo eu me sentir mais solitária que normalmente. A noite seria longa.

Café sem açúcar. Vodka sem gelo. Era o que descia, matando as palavras não pronunciadas das nossas gargantas.

TIC-TAC ali TIC-TAC aqui. O tempo passou. Rápido e lento. Lento e rápido.

Um dia, Naoko andava pelas ruas de Hiroshima e sentiu que precisava sair dali. Enquanto eu acordei no meio de um sonho, e percebi que tinha algo errado com a minha vida.

Então , foi assim que , Naoko e Ingrid se encontram, bem ali, onde o globo terrestre é dividido entre ocidente e oriente. Greenwich.  Agora estávamos cheias de planos para o futuro, mas foi um encontro rápido e intenso,já que o TIC-TAC não parou  e fez o mundo mover-se para longe dos nossos próprios pés.

Finlândia e França. Dias de noite,noites de luz. E o TIC-TAC,que nao descansa nunca.

Anúncios

Minha ausência

Não, eu não abandonei meu blog tão rápido assim. Foi o computador que me abandonou. Depois de quase três semanas na assistência técnica, ele voltou ontem com um papel dizendo que trocaram o “Main board”. Como meu conhecimento a respeito da estrutura do computador é nulo, não sei de que parte se trata. Mas como diz “Main” deve ser algo importante. Porém, agora que ele esta aqui, todo inteirinho, e eu posso voltar a escrever.

Acontecerem algumas coisas nesse tempo que fiquei fora; a visita da minha amiga Naoko, alguns dias de sol, algumas fotos tiradas e uma boa notícia que não contarei agora para guardar o suspense.

Agora só vou destacar de relevante minha visita ao  Musée Maillot, que ainda não conhecia. Fui para a exposição do Machel Duchamp, mas encontrei muito mais que “La Fontaine” . O museu tem exposições de arte contemporânea e também uma exposição permanente boa, por um preço razoável (6 euros para estudante). Se existe uma coisa no qual essa cidade é boa, é o valor pela arte. Qualquer museu, por menor que seja, tem um acervo incrível.  

Agora vou ver os blogs e notícias que perdi com todo esse tempo sem internet. Depois escrevo mais.