Arquivo do mês: maio 2008

Um pouco de música

Yael Naim é uma cantora fraco-israelense que eu conheci por meio do comercial da Apple para o Mac Book Air. Ela canta em francês, hebraico e inglês e toda vez que eu escuto New Soul (a música do comercial) eu me sinto feliz.

Já que compartilhar felicidade moderadamente é bacana, deixo o vídeo clipe da música para vocês:

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O livro que escolhe quando quer ser lido.

Paul Auster

Naquela época eu lia “A trilogia de Nova York” de Paul Auster e, ao mesmo tempo em que seus personagens a lá Sherlock Holmes in Wonderland me faziam viajar em um mundo desconhecido, eu procurava informações sobre Londres, a cidade no qual moraria o próximo ano.

Foi nessa época e por essa razão que eu conheci o Rafael. Ele era o dono de uma comunidade no Orkut chamada “Eu odeio Londres” e talvez porque eu seja mais curiosa a respeito da crítica do que a respeito do elogio, essa comunidade me chamou atenção antes das outras.

Lá estavam crônicas, incrivelmente bem escritas que me impressionaram e principalmente, me fizeram rir e viajar pelas entranhas mais obscuras da minha nova cidade. Entrei em contato com o senhor autor e descobri que, além da intimidade com gostos em geral, o Rafael era fanático por Paul Auster.

Como já havia devorado meu primeiro livro pedi uma indicação de um novo. Ele sugeriu um livro chamado “Achei que meu pai fosse Deus”. Procurei esse livro em vários lugares em São Paulo, mas não consegui encontrá-lo. Quando, finalmente conheci o Rafael, ele havia desistido de lutar contra o seu ódio e tinha resolvido se mudar para São Paulo. Portanto minha primeira semana em Londres era a última semana dele. Foi uma semana intensa e divertida em que tentamos conhecer o máximo da cidade entre descobertas e despedidas.

Quando meu inglês já estava bom e o Rafael já estava em algum lugar de São Paulo, fui procurar novamente o livro para ler e nada. Ele não queria ser lido. Então,quando já tinha desistido de procurá-lo ele resolveu aparecer aqui,em uma livraria de Paris e sem nem pensar duas vezes o comprei. ”Je pensais que mom père était Dieu” é meu primeiro livro em francês (por escolha dele mesmo).

Sabe aqueles programas de rádio que a sua avó escuta no qual o radialista lê a cartinha dos leitores que enviaram histórias reais e estranhas? Paul Auster reuniu várias dessas histórias de quando ele trabalhava na National Story Project e editou esse livro maravilhoso, cheio de lágrimas, sorrisos e sincronicidades verdadeiras que, nesse momento, alegra minhas tardes de primavera parisienses.