Arquivo do mês: agosto 2008

Ingrid na Alemanha

Não costumo escrever sobre as cidades que visito. Acho que é um pouco de preguiça já que sempre tem muitas coisas para se falar.Mas serei diferente com a charmosíssima Colônia (Köln em alemão) e dedicarei um post nesse blog só para ela.

Eu e meu namorado chegamos na cidade aproximadamente às 22 :00. Tínhamos comprado passagens de ida e volta de trem pela ótima Thalys por 50 euros cada um. Uma opção muito barata e que realmente vale a pena, já que passamos 4 horas confortavelmente olhando paisagens bucólicas.

Sempre que vamos viajar optamos pela economia, portanto sempre ficamos em albergues,mas dessa vez escolhemos ficar no Ibis. E aí vai a primeira vantagem de visitar a cidade. Os hotéis são muito mais baratos se comparados a outras cidades da Europa.

Fizemos o Check-in e fomos caminhar pela região.
Colônia é uma cidade “universitária” com aproximadamente  45.000 estudantes, portanto em uma noite de sexta-feira, as ruas estavam muito agitadas de gente bonita andando pra lá  e pra cá, tomando COQUETÉIS. Isso mesmo,coquetéis! Não imaginei que na Alemanha qualquer outra bebida fosse mais populares que a cerveja.

Meu namorado e eu adoramos fazer “pub crawl” (o ato de beber em vários bares ou pubs em uma mesma noite).Portanto escolhemos uma rua cheia de bares  perto do hotel (Str. Zupicher) e experimentamos várias vezes a cerveja (nada de coquetel afinal,  estávamos na Alemanha) da região ; Gaffel Kölsch.

Vista do teleférico (Rhein-Seilbahn)

No dia seguinte fomos de ressaca super bem humorados para o zoológico onde pegaríamos o teleférico (Rhein-Seilbahn) para o outro lado do rio Reno. Se o tempo estiver bom, vale a pena ver a cidade por cima do rio.
Do outro lado saímos no lindíssimo parque RheinPark e caminhamos nas margens do rio Reno até encontrar algum meio de voltar para o outro lado.

Federico, eu e as margaridas no RheinPark

Nos viramos bem, mesmo não falando nada de alemão. Sempre perguntávamos:
“Do you speak English” e eles respondiam” A little bit”.O que significava “podemos ter facilmente uma conversa”.

Então, já do outro lado fomos para a famosa Catedral Dom que demorou não menos de 630 anos para ser construída.

Colônia  tem 31 museus, então escolhemos o Museum Ludwig de arte moderna para visitar.
Lindo!
Um acervo riquíssimo fora as exposições temporárias(Tobias Rehberger –  The chicken and egg no problem wall painting e Hitler Blind, Stalin lame)  que falarei em outro post para não me prolongar muito.

Na hora de comer até tentamos nos arriscar em um restaurante tradicional que fica na rua  Frankenwerft.O restaurante era lindo, com flores na varandinha e mulheres com roupas típicas mas desistimos já que a comida era muito pesada e não queríamos passar mal no resto da viagem.

Restaurante com nome impronunciável

A noite fomos de volta para o nosso tradicional  “pub crawl “agora em uma rua mais turística; Fishmarkt.  E aí sim, todos estavam tomando cerveja.

Achamos o museus da cerveja e bebemos vários tipos das quais não lembro o nome.
Domingão, dia de dizer adeus a cidade. Fomos até a catedral esperar nosso trem e sentamos nas escadarias, quando, de repente, veio um maluco conversar com a gente (já disse que sou imã de loucos?).Perguntou se falávamos inglês (em inglês) e dissemos que sim então ele começou a falar meio holandês, meio alemão, meio inglês,enquanto suas mãos mexiam freneticamente. Só entendemos as palavras “Amsterdam, trip, ecstasy, Quetamine”.
Com medo, resolvemos esperar dentro da estação. Mas nos despedimos da cidade com ótimas impressões,apesar desse último episódio.

Mais informações sobre a Colônia aqui.

The tree of life

The tree of life - Gustav Klimt

The tree of life - Gustav Klimt

É isso aí. Novamente é hora de tomar decisões.  Muitas e grandes. Aquelas que mudam o percurso da nossa vida e de outros também.
Mas a preocupação só aparece para aquelas pessoas que levam a sua própria vida a sério. E eu levo.
Não deveria. Nunca saberei se as decisões tomadas foram certas ou erradas, afinal, não se vive novamente para fazer tudo diferente e quando acabar dizer “Não a decisão anterior foi melhor”.
Mas pelo menos, as decisões ainda estão no meu poder.  A vida não veio como um acidente geográfico que estreita os caminhos e só deixa uma opção. Uma opção, ruim ou boa, porém, unitária.
Essa é a vida, sem lógica alguma. Sem estatística. E eu vou indo, abrindo portas e deixando que outras se fechem automaticamente, sem saber o que poderia existir lá dentro.